Um crime bárbaro chocou os muriaeenses na noite desta sexta-feira (20), na Rua Itagiba de Oliveira, na Barra. O jovem Jonathan Fonseca do Nascimento, 19 anos, foi morto com requintes de crueldade em sua residência, chocando a todos chocou a todos que chegaram ao local, desde os policiais, peritos e população em geral, devido às barbaridades feitas com a vítima. As vísceras e órgãos do jovem foram pendurados no espelho e espalhados por vários cômodos da casa, deixando muito sangue espalhado o chuveiro aberto e a casa toda revirada e com os pertences da vítima espalhados.
De acordo com informações passadas, por volta de 19h30 o patrão de Jonathan foi até a sua residência, pois o jovem não havia comparecido no trabalho, em uma empresa de lanches na Barra, e segundo ele queria saber o que estava acontecendo. Chegando na residência encontrou a porta entreaberta e tudo sujo de sangue. Logo em seguida chegou um rapaz conhecido da vítima e chamaram a polícia. Vários curiosos se aglomeraram no local devido aos comentários sobre o quadro de horror encontrado na casa. A perícia técnica esteve presente, realizou os trabalhos de praxe e liberou o corpo para o IML de Muriaé.
O jovem morava em Muriaé, mas era natural de Cisneiros, distrito de Palma, onde mora sua família e estava em Muriaé trabalhando e estudando na Escola Olavo Tostes.
Esse foi o 7º crime ocorrido este ano em Muriaé. O caso está a cargo das investigações da Polícia Civil.
Não achei conveniente postar as fotos do crime bárbaro quem interessar pode visitar o site fonte dessa notícia.
http://www.gmais.org/2012/04/jovem-gay-e-estripado-em-muriae-mg.html
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domingo, 22 de abril de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Vereador chama gays de "doentes mentais" e acaba suspenso
Em um fato considerado inédito, a Câmara Municipal de Caeté, em Minas Gerais, suspendeu por 90 dias o vereador Jadson do Bonsucesso Rodrigues (PDT/MG), o Pardal, por seus atos considerados homofóbicos em sessão da Casa em junho de 2011. Na ocasião, o vereador lutava contra a realização da Parada LGBT na cidade e chamou os organizadores de doentes mentais.
A decisão do Conselho de Ética da Câmara de Caeté saiu no fim de janeiro e determina ainda que o vereador se retrate à imprensa na tribuna da Câmara. O parlamentar também terá que apresentar aos veículos de comunicação uma justificativa plausível pelo comportamento e atitudes que desabonam o papel de um vereador.
Para o presidente do Movimento da Diversidade e Cidadania das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (MDC-LGBT) do PDT/MG, Ramon Calixto, que acompanhou todo o processo contra Pardal, “este acontecimento prova que a nossa sociedade está mudando e que é preciso punições para avançar contra a discriminação sexual”.
“O MDC se sente realizado com a punição e mostra que somente com muito trabalho e dedicação podemos avançar nas questões ligadas ao preconceito.” A justificação do vereador deve ser feita já nos próximos dias.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Casal homossexual foi espancado na região da Avenida Paulista. Uma das vítimas teve a perna quebrada.
O analista fiscal Marcos Paulo Villa, 32 anos, que foi agredido
juntamente com o seu namorado na região da Avenida Paulista, em São
Paulo, na madrugada de sábado (1º), disse neste domingo (2) que achou
que seu companheiro tivesse morrido. O casal foi espancado ao sair de um
bar na Rua Bela Cintra. O namorado de Villa, um coordenador financeiro
de 30 anos que preferiu não ser identificado, teve a perna quebrada.
"Eu achei que eles tinham matado o meu companheiro", disse Villa ao Bom Dia Brasil.
O casal afirma ter sido agredido em frente a um restaurante da Rua Fernando de Albuquerque. As vítimas registraram boletim de ocorrência no 78º Distrito Policial, nos Jardins, e foram orientadas a fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML). O caso foi registrado como lesão corporal e será investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
As vítimas afirmaram que um dos agressores é branco, de 1,80 metro, cabelos curtos e ondulados, é forte e tatuagem em um dos braços. O outro agressor é também branco, de 1,75 metro e de cabelos lisos.
O casal estava com uma amiga no Sonique Bar, na Rua Bela Cintra. Ela foi assediada por dois homens. Segundo Villa, os agressores, com idades entre 25 e 30 anos, voltaram a assediar a moça e começaram a provocar a ele e ao namorado em um posto de combustíveis que fica na esquina das ruas Bela Cintra e Fernando de Albuquerque, chamando-os de “viados”. Villa, então, pediu para que eles parassem com as provocações e atravessou a rua, em direção à sua casa, na Rua da Consolação. Os dois agressores, então, foram atrás do casal e continuaram com as provocações.
O coordenador financeiro ficou nervoso e gritou para que eles saíssem
de perto. Quando o casal estava em frente ao restaurante Mestiço foi
surpreendido com socos na nuca e na coxa.
"Ela [a amiga] tinha parado o carro no estacionamento do lado. Fomos embora para casa e paramos no posto para comprar cigarro. Na fila do posto, esses dois caras vieram atrás e começaram a falar que a gente era viado, que a gente ia morrer, que não merecia viver."
Villa se dirigiu a um dos agressores e afirmou: "Vocês não sabem o que estão falando. Você é um cara novo ainda, pode ter um filho gay."
Fachada do bar onde agressores abordaram vítimas
pela primeira vez (Foto: Roney Domingos/G1 )
O namorado dele contou que em seguida saíram do posto e detalha como foi o início da agressão.
"O cara falou que eu tinha que morrer. Eu comecei a gritar, pedindo ajuda do outro lado da rua. Ele veio pra cima de mim, me deu um murro na boca. Eu caí no chão, bati a cabeça e ele começou a chutar o meu corpo, foi onde eu apaguei e ele conseguiu quebrar a minha perna", conta o coordenador financeiro.
Ainda no sábado, Villa e o namorado foram à Santa Casa de Misericórdia, onde foram atendidos. “Nunca tinha visto nada semelhante, a gente nunca acha que vai acontecer com a gente. Primeiro, porque não somos estereotipados. Se aconteceu com a gente, pode acontece com qualquer um”, disse Villa.
Os dois agressores não eram conhecidos do casal. Villa acredita que a identificação deles será possível com as imagens das câmeras de segurança do posto de gasolina e do restaurante. Ele acredita que um dos agressores era praticante de alguma modalidade de luta marcial. “A forma como ele me deu socos era típica de alguém que praticava boxe ou algo semelhante”, disse.
Outros casosNo dia 14 de novembro de 2010, quatro menores de 18 anos e um maior agrediram pedestres na Avenida Paulista. Eles chegaram, inclusive, a a dar golpes com lâmpadas fluorescentes em uma das cinco vítimas do grupo. Para a polícia, a motivação dos ataques foi homofobia. No dia 4 de dezembro, o operador de telemarketing Gilberto Tranquilini da Silva e um colega dele, ambos de 28 anos, foram vítimas de uma agressão nas proximidades da Estação Brigadeiro do Metrô, também na Avenida Paulista. Eles disseram à polícia que o ataque foi motivado por homofobia.
No dia 25 de janeiro deste ano, um estudante de 27 anos afirmou que ele e um amigo foram vítimas de um ataque homofóbico na Rua Peixoto Gomide, quase na esquina com a Rua Frei Caneca, quando levou uma garrafada no olho direito.
No dia 23 de março, o ativista do movimento LGBT Guilherme Rodrigues, de 23 anos, foi agredido em um posto de combustível na esquina das ruas Augusta com Peixoto Gomide, também na região da Avenida Paulista.
Fonte: (Do G1 SP, com informações do Bom Dia Brasil)
"Eu achei que eles tinham matado o meu companheiro", disse Villa ao Bom Dia Brasil.
O casal afirma ter sido agredido em frente a um restaurante da Rua Fernando de Albuquerque. As vítimas registraram boletim de ocorrência no 78º Distrito Policial, nos Jardins, e foram orientadas a fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML). O caso foi registrado como lesão corporal e será investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
As vítimas afirmaram que um dos agressores é branco, de 1,80 metro, cabelos curtos e ondulados, é forte e tatuagem em um dos braços. O outro agressor é também branco, de 1,75 metro e de cabelos lisos.
O casal estava com uma amiga no Sonique Bar, na Rua Bela Cintra. Ela foi assediada por dois homens. Segundo Villa, os agressores, com idades entre 25 e 30 anos, voltaram a assediar a moça e começaram a provocar a ele e ao namorado em um posto de combustíveis que fica na esquina das ruas Bela Cintra e Fernando de Albuquerque, chamando-os de “viados”. Villa, então, pediu para que eles parassem com as provocações e atravessou a rua, em direção à sua casa, na Rua da Consolação. Os dois agressores, então, foram atrás do casal e continuaram com as provocações.
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| Vítima mostra exame de fratura na perna (Foto: Roney Domingos/ G1 ) |
"Ela [a amiga] tinha parado o carro no estacionamento do lado. Fomos embora para casa e paramos no posto para comprar cigarro. Na fila do posto, esses dois caras vieram atrás e começaram a falar que a gente era viado, que a gente ia morrer, que não merecia viver."
Villa se dirigiu a um dos agressores e afirmou: "Vocês não sabem o que estão falando. Você é um cara novo ainda, pode ter um filho gay."
pela primeira vez (Foto: Roney Domingos/G1 )
"O cara falou que eu tinha que morrer. Eu comecei a gritar, pedindo ajuda do outro lado da rua. Ele veio pra cima de mim, me deu um murro na boca. Eu caí no chão, bati a cabeça e ele começou a chutar o meu corpo, foi onde eu apaguei e ele conseguiu quebrar a minha perna", conta o coordenador financeiro.
Ainda no sábado, Villa e o namorado foram à Santa Casa de Misericórdia, onde foram atendidos. “Nunca tinha visto nada semelhante, a gente nunca acha que vai acontecer com a gente. Primeiro, porque não somos estereotipados. Se aconteceu com a gente, pode acontece com qualquer um”, disse Villa.
Os dois agressores não eram conhecidos do casal. Villa acredita que a identificação deles será possível com as imagens das câmeras de segurança do posto de gasolina e do restaurante. Ele acredita que um dos agressores era praticante de alguma modalidade de luta marcial. “A forma como ele me deu socos era típica de alguém que praticava boxe ou algo semelhante”, disse.
Outros casosNo dia 14 de novembro de 2010, quatro menores de 18 anos e um maior agrediram pedestres na Avenida Paulista. Eles chegaram, inclusive, a a dar golpes com lâmpadas fluorescentes em uma das cinco vítimas do grupo. Para a polícia, a motivação dos ataques foi homofobia. No dia 4 de dezembro, o operador de telemarketing Gilberto Tranquilini da Silva e um colega dele, ambos de 28 anos, foram vítimas de uma agressão nas proximidades da Estação Brigadeiro do Metrô, também na Avenida Paulista. Eles disseram à polícia que o ataque foi motivado por homofobia.
No dia 25 de janeiro deste ano, um estudante de 27 anos afirmou que ele e um amigo foram vítimas de um ataque homofóbico na Rua Peixoto Gomide, quase na esquina com a Rua Frei Caneca, quando levou uma garrafada no olho direito.
No dia 23 de março, o ativista do movimento LGBT Guilherme Rodrigues, de 23 anos, foi agredido em um posto de combustível na esquina das ruas Augusta com Peixoto Gomide, também na região da Avenida Paulista.
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| Calçada próxima de restaurante onde rapaz foi agredido (Foto: Roney Domingos/ G1 ) |
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Pai rejeita filho por ser gay e entrega-o na polícia de Valadares
| Autor: Miguel Moreira | Leitores: 4776 | |
| Sexta-feira, 09 Setembro 2011 13:32 | |
| Pai descobre que o filho é homossexual e entrega-o na esquadra da PSP de Valadares. A polícia acolheu o menor, de 15 anos, que está agora à espera de um albergue. Autoridades já acionaram os serviços de emergência social. Um pai revoltado por ter descoberto que o filho era gay decidiu entregá-lo nas autoridades e abandonar o menor, na esquadra da Polícia de Segurança Pública de Valadares, em Vila Nova de Gaia. Esta história de homofobia, contado pelo Jornal de Notícias, tem o lado insólito, mas acarreta um problema social grave. O menor entrou na esquadra, de madrugada, totalmente destroçado, e ficou sem abrigo, apenas devido à sua orientação sexual. O progenitor (com formação superior) não aceita ficar em casa com o menor de idade, está em rejeição, e transportou para as autoridades a responsabilidade de acolher o filho. Dadas as circunstâncias, a PSP de Valadares procedeu de acordo com as normas e chamou os serviços de emergência social. Perseguição, choque e desorientação O caso ocorreu na passada quinta-feira. Uma fonte policial revelou ao JN que, depois de uma saída noturna, o rapaz de 15 anos foi perseguido pelo pai, que o viria a encontrar, por volta da 1h30 da madrugada, na discoteca Pride, localizada na cidade do Porto e freqüentada, sobretudo, por homossexuais. Perante o choque de descobrir que o filho era gay, começou por chamar a polícia, acusando os proprietários do espaço de terem permitido a entrada a um menor de idade. A Polícia de Segurança Pública registou a ocorrência e tomou as medidas necessárias, já que a idade mínima para frequentar a discoteca é 18 anos. Os dois regressam então a casa, localizada na freguesia gaiense, mas por pouco tempo. Já ás 4h30, o pai leva o filho à esquadra de Valadares. Segundo o JN, o menor apareceu na esquadra da PSP “lavado em lágrimas”. Sabia que iria ser entregue à polícia, sem cometer qualquer crime. Fonte: (ptjornal.com) |
sábado, 27 de agosto de 2011
Contra a homofobia, 10ª Parada da Diversidade une 60 mil Avenida Raul Lopes
Passava das 18 horas desta sexta-feira quando o hit "I Will survive", consagrado no final dos anos 70 pela cantora norte-americana Gloria Gaynor, deu a largada para a 10ª Parada da Diversidade, que este ano foi realizada pela primeira vez na Avenida Raul Lopes, zona leste da capital.
Com o lema "Cidadania LGBT e Sustentabilidade Ambiental: Para além do consumo", a edição deste ano da Parada defendeu iniciativas efetivas contra a homofobia e contra a degradação ambiental. "Somos a favor de iniciativas isentas de qualquer interesse comercial. Nossa preocupação é que a midiatização da homossexualidade ocorra apenas por interesse das empresas no potencial de consumo da comunidade LGBT", destacou Marinalva Santana, articuladora da Liga Brasileira de Lésbicas, entidade que organiza a Parada juntamente com o Grupo Matizes.
Desde a primeira edição até a do ano passado, o percurso da Parada da Diversidade iniciava na Praça da Bandeira e seguia até a Praça Pedro II, passando pelas ruas Rui Barbosa e Paissandu, além da Avenida Frei Serafim. Este ano, a concentração ocorreu em frente ao edifício Euro Business, percorrendo uma das vias da Avenida Raul Lopes até o balão localizado na Avenida Universitária, ao lado do campus do Ininga (na UFPI), e retornando até a Ponte Mestre João Isidoro França. A alteração foi determinada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, a Strans. O órgão alegou que a interdição da Avenida Frei Serafim no horário de pico prejudicava demasiadamente o trânsito, que, em geral, fica bastante congestionado no centro da cidade entre as 17 e as 19 horas.
Mesmo com a modificação do itinerário, a Polícia Militar estimou em 60 mil o público presente na 10ª Parada LGBT. Em 2010, foram 50 mil pessoas.
Na avaliação dos organizadores, mesmo com o sucesso de público confirmado, a mudança de local foi prejudicial, tendo em vista que a localização central facilitava o acesso das pessoas ao evento, sobretudo dos estudantes. Ainda assim, as entidades ficaram satisfeitas com o resultado obtido. "Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Resistimos até o último momento a essa intransigência da Strans, com o intuito de garantir uma Parada tranqüila, pra cima, e facilitando a participação da população. A vantagem da Raul Lopes é que o espaço é mais amplo, o que permitiu que nós alugássemos um trio mais potente. Porém, nosso maior interesse é a participação popular", criticou Marinalva Santana.
Marinalva destacou que, além dos homossexuais e bissexuais, o evento também conta com a presença maciça de heterossexuais. "Como na sociedade em geral, as pessoas homoafetivas são minoria na população. Aqui também se observa uma presença expressiva de héteros", disse.
Para garantir a segurança do evento, foram destacados cerca de 120 homens, entre policiais militares, do 5º Batalhão da Polícia Militar, da Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial) e da Coordenadoria de Gerenciamento de Crises e Direitos Humanos. A coronel Júlia Beatriz foi quem comandou a operação, que também contou com a participação de agentes da Strans.
"Nós esperamos que eventos como este consolidem-se, porque só assim a intolerância, a violência e o incentivo ao ódio não terão vez", avaliou Marinalva.
Este ano, o padrinho e a madrinha da Parada, eleitos por votação na internet, foram o artista plástico Tupy Neto e a jornalista Viviane Bandeira, do jornal O DIA. Eles percorreram o trajeto da Parada em cima do trio principal, juntamente com políticos eminentes, como os deputados Fábio Novo (PT) e Flora Izabel (PT), a vereadora Rosário Bezerra (PT) e a secretária Graça Amorim (PTB), titular da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e Assistência Social (Semtcas).
A DJ Dani Jales animou o público durante o percurso. E, ao final, a folia foi garantida pelo vocalista da banda Validuaté, José Quaresma, além de Gomes Brasil, Elaine Leonel, Jô Ribeiro e Claudia Simone. As drag queens Lilika Net Work, Five Queens e Lord Gaga fizeram as performances.
A Parada da Diversidade foi o evento de encerramento da 7ª Semana do Orgulho de Ser, iniciada no dia 21 de agosto, e que teve extensa programação.
Fotos de Jailson Soares e Cícero Portela
Fonte: (portalodia.com)
Com o lema "Cidadania LGBT e Sustentabilidade Ambiental: Para além do consumo", a edição deste ano da Parada defendeu iniciativas efetivas contra a homofobia e contra a degradação ambiental. "Somos a favor de iniciativas isentas de qualquer interesse comercial. Nossa preocupação é que a midiatização da homossexualidade ocorra apenas por interesse das empresas no potencial de consumo da comunidade LGBT", destacou Marinalva Santana, articuladora da Liga Brasileira de Lésbicas, entidade que organiza a Parada juntamente com o Grupo Matizes.
Desde a primeira edição até a do ano passado, o percurso da Parada da Diversidade iniciava na Praça da Bandeira e seguia até a Praça Pedro II, passando pelas ruas Rui Barbosa e Paissandu, além da Avenida Frei Serafim. Este ano, a concentração ocorreu em frente ao edifício Euro Business, percorrendo uma das vias da Avenida Raul Lopes até o balão localizado na Avenida Universitária, ao lado do campus do Ininga (na UFPI), e retornando até a Ponte Mestre João Isidoro França. A alteração foi determinada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, a Strans. O órgão alegou que a interdição da Avenida Frei Serafim no horário de pico prejudicava demasiadamente o trânsito, que, em geral, fica bastante congestionado no centro da cidade entre as 17 e as 19 horas.
Mesmo com a modificação do itinerário, a Polícia Militar estimou em 60 mil o público presente na 10ª Parada LGBT. Em 2010, foram 50 mil pessoas.
Na avaliação dos organizadores, mesmo com o sucesso de público confirmado, a mudança de local foi prejudicial, tendo em vista que a localização central facilitava o acesso das pessoas ao evento, sobretudo dos estudantes. Ainda assim, as entidades ficaram satisfeitas com o resultado obtido. "Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Resistimos até o último momento a essa intransigência da Strans, com o intuito de garantir uma Parada tranqüila, pra cima, e facilitando a participação da população. A vantagem da Raul Lopes é que o espaço é mais amplo, o que permitiu que nós alugássemos um trio mais potente. Porém, nosso maior interesse é a participação popular", criticou Marinalva Santana.
Marinalva destacou que, além dos homossexuais e bissexuais, o evento também conta com a presença maciça de heterossexuais. "Como na sociedade em geral, as pessoas homoafetivas são minoria na população. Aqui também se observa uma presença expressiva de héteros", disse.
Para garantir a segurança do evento, foram destacados cerca de 120 homens, entre policiais militares, do 5º Batalhão da Polícia Militar, da Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial) e da Coordenadoria de Gerenciamento de Crises e Direitos Humanos. A coronel Júlia Beatriz foi quem comandou a operação, que também contou com a participação de agentes da Strans.
"Nós esperamos que eventos como este consolidem-se, porque só assim a intolerância, a violência e o incentivo ao ódio não terão vez", avaliou Marinalva.
Este ano, o padrinho e a madrinha da Parada, eleitos por votação na internet, foram o artista plástico Tupy Neto e a jornalista Viviane Bandeira, do jornal O DIA. Eles percorreram o trajeto da Parada em cima do trio principal, juntamente com políticos eminentes, como os deputados Fábio Novo (PT) e Flora Izabel (PT), a vereadora Rosário Bezerra (PT) e a secretária Graça Amorim (PTB), titular da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e Assistência Social (Semtcas).
A DJ Dani Jales animou o público durante o percurso. E, ao final, a folia foi garantida pelo vocalista da banda Validuaté, José Quaresma, além de Gomes Brasil, Elaine Leonel, Jô Ribeiro e Claudia Simone. As drag queens Lilika Net Work, Five Queens e Lord Gaga fizeram as performances.
A Parada da Diversidade foi o evento de encerramento da 7ª Semana do Orgulho de Ser, iniciada no dia 21 de agosto, e que teve extensa programação.
Fotos de Jailson Soares e Cícero Portela
Fonte: (portalodia.com)
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